quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O lenço - Henrique Rego, por Tiago Bettencourt


O lenço que me ofertaste
Tinha um coração no meio
Quando ao nosso amor faltaste
Fui-me ao lenço e rasguei-o

(...)

Esse coração bordado
Por triste sina era o meu
Por isso ele morreu
Quando o lenço foi rasgado

(...)

Vejo os sorrisos, afagos
Que me deste, hei-de esquecê-los
Pois os teus doces desvelos
Com meus beijos foram pagos

Teus olhos eram dois lagos
Lascivo era o teu seio
Foi tudo efémero enleio
Breve e fugaz ilusão
Magoaste o meu coração
Fui-me ao lenço e rasguei-o

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